eu quero escrever um palavrão:
XAVASCA
…
É bom gritar xavasca de vez em quando. O nome mais sujo, cheio de pus, rígido e degradante que uma genitália pode ter; ganha de qualquer outro nome, até de nomes para o penis. Nunca a escrevi antes , logo fiquei em dúvida de como seria. poderia jogar no google mas me satisfez a idéia de escrevê-la com xis (é mais conciso, direto, visualmente lembra “pernas arreganhadas”).
Leia essa palavra seguidas vezes e você passa a sentir um cheiro levemente acre, cores escuras e quentes, uma risada de fumante. Traz uma torpe idéia de mergulhar num mundo mágico de sensações sujas e viscosas.
Antes de finalizar este post gostaria de dizer que a finalidade desse texto não é e nunca será de manifestar repúdio à classe feminina e/ou suas respectivas genitálias. Nem de declarar gosto ou repulsa “pela fruta” (e isso definitivamente não vem ao caso). Espero que não ofenda ninguém com minhas sugestões sensoriais baixas e obcenas. Espero também que ninguém mude seu cardápio da noite de domingo.
Uma visita rápida ao fundo, seguida de uma epifania já pensada
Setembro 3, 2008
Passo por um marasmo em minha vida. O começo do semestre letivo já foi, e com ele a empolgação pelo novo. Os trabalhos finais ainda estão longe de apontar em um horizonte distante (na verdade eles não estão. E a perspectiva de tê-los por perto não me consola, me desespera, e muito. Mas vamos pensar nisso como uma forma de ilustrar a falta de emoções fortes em minha vida). “Olá, Gabriel, como vai? o que me conta de novo” é o tipo de pergunta de me apavora: “Estudo, dentro das minhas limitações de concentração. Procuro trabalho. Bebo, com a moderação de alguém que se encontra na mesma situação econômico-socio-emocional que eu”. Esse texto é o mesmo desde que entrei na universidade (exceto a parte de estudar, que antes era substituida tanto pela “quero me transferir de curso” quanto pela reiteração do trecho da bebida).
Essa falta de norte na minha rotina me torna uma pessoa relativamente niilista. O velho Gabriel, aquela pessoa que superestima a vida de uma maneira quase cristã, pensou que, por um instante, não valesse a pena se levantar da cama, já que, mais cedo ou mais tarde, vamos todos ser consumidos pelas intempéries do mundo. A minha carne vai se fundir com a cidade, da mesma forma que a carne do homem feliz se fundirá, da mesma forma que a do suicida e a do João Kléber também. Então pra quê fazer tanto? Voltando pela estradinha lenta e cheia de paisagens bonitas do litoral ou pela rodovia expressa, não importa. Você vai pro mesmo lugar. Por que ser educado e agradável com as pessoas? Por que desenhar? Por que escrever esse monte de coisa?
Bem, já que um dia eu fui fecundado e me tornei um ser pluricelular não vou chorar as mágoas de estar vivo. Desenho porque quero ter filhos. Escrevo por que quero me manter vivo através um legado, mesmo que esse seja uma postagem na internet. E se busco maneiras de me manter vivo é porque ainda vejo um sentido em respirar. E mais uma vez meu lado piegas e quase cristão “militante da vida e do seu melhor trilhar” é aflorado, quando lembro porque eu ouço a música que me deixa feliz, e porque a canto enquanto danço de cueca na sala. Esquecemos que somos mais que uma célula de um sistema de vontades e desejos e obrigações que as vezes nem são tão nossos. Quando eu lembro de mim toco a música, depois ligo o “repeat” e pego um desvio na rodovia pra estradinha lenta da orla.
Sobre a minha falta de força de vontade de dormir
Agosto 11, 2008
Toda a noite, sempre igual. percebo que são três da madrugada e eu ainda estou acordado. Por que? Eu simplesmente me mantive acordado. Apesar de não ter ninguém online pra conversar, de já ter atualizado todas as fotos e imagens de perfis diversos de sites diversos, depois de todos os uploads e downloads possíveis continuo na frente do computador. Tenho aula no dia seguinte, às oito da manhã, mas mesmo assim continuo lá.
Meus pais, um tempo atrás, acreditavam que eu estava doente, viciado em computadores. Talvez eles estivessem certos, que eu tenha uma patologia ligada à internet. Ou talvez esse comportamento seja fruto de férias monótonas em casa, e que eu precise apenas de uns dias pra entrar nos eixos novamente.
de qualquer forma, o primeiro passo para a minha reabilitação é desconectar agora.
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Gabrilândia Bagaça seems to be offline
alo… som
Agosto 7, 2008
testando… som
OK, funciona!